sábado, 13 de outubro de 2012

Criança diz cada uma!




Um dia, no século passado, desembarcando de pequeno avião no pequeno aeroporto que minha cidade tinha - Alegrete já teve, não tem mais, mas já teve - avistei, colado numa parede com fita adesiva um cartaz, com a figura de uma garbosa nave, que anunciava, pra dali alguns dias, um congresso de ufólogos - já teve congressos também. O texto, meio para o grandioso, encerrava com uma frase que me deixou deveras impressionado: “Alegrete, a capital dos discos voadores”. Tem coisa mais inusitada? Não era a capital da pastagem, das lavouras, das ovelhas, do gado, dos currais. Era a capital dos discos voadores. Por que? Não me perguntem! Mas que calou fundo a afirmação peremptória... calou. Nunca mais (até que chegados novos tempos) esqueci e/ou deixei de mencionar “a capital dos discos voadores”. Deve ser “desdaí” - ou de antes, quem sabe? - que, com todo direito, me percebi assim, um tanto “aéreo”!

A passagem do “dia da criança” me fez voltar a pensar nisso. E a refletir que criança é arte, é devaneio, é liberdade, inclusive para embarcar no (ou desembarcar do) surreal. Amigos, amigas, boa viagem pelo planeta, mas, mesmo envelhecendo, não se separem totalmente das emoções do passado. Não se percam desse precioso acervo de liberdade e fantasia. Feliz “dia da criança” para todas as crianças de sempre!