“As esquinas por que passei, só eu sei, só eu sei” (Djavan). Não há sempre céu de brigadeiro, sol de primavera. Não são só risonhas manhãs. Um caminho tem uma pedra, a floresta tem o “seu lobo”, às vezes entrincheirado sob pele de cordeiro. O que faz pouca diferença, desde que a ordem seja - ainda à distância - avaliar os obstáculos. Todos são colocados para ser vencidos. No mais, “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”. O trem avança, “lá nave va”!
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
terça-feira, 26 de novembro de 2019
domingo, 24 de novembro de 2019
“DE ANIVERSÁRIO”
Alice faz cinco anos. Uma princesa em “seus
domínios”. Chegou aqui com uns dois meses - magrinha, sujinha, judiada - mas desde
sempre efusiva e temperamental. Como costumam ser as princesas, mesmo
recolhidas de exílio na rua da amargura.
Foi encontrada vagando à beira da estrada, em
área de serra no interior do município de Alfredo Wagner. Praticamente no mesmo
lugar onde foi largada ”ao deus-dará”, próximo a um matinho, uma plantação de
melancias e um posto de combustíveis.
Sem rumo, por uns três ou quatro dias ficou
por ali, caçando insetos (tornou-se grande caçadora) ou fazendo furtiva visitas
à lanchonete do posto, de onde recolhia farelos ou restos de lanches. “Morava”
dentro de uma melancia, ocada por animais silvestre.
Avistada e chamada, acercou-se dócil. Parecia
exausta, não sobreviveria muito tempo praticamente na intempérie e escassez de
alimento adequado. Teve sorte! A data do aniversário - evidentemente - é presumida,
com ajuda de veterinário que a examinou.
Parece uma história triste, mas,
infelizmente, não rara. Milhares de seus parentes SRD são todos os dias
abandonados à própria sorte, deixados mesmo para morrer - como Alice foi -
ainda sem nome, em algum lugar do continente. Assim são os “humanos”.
Parabéns, menina, você venceu!
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
OS GATOS GIGANTES DE SAUNDERS
Umas esculturas de pousar os olhos no final
de semana (se não pra todos, pra quem curte gatos, bichos, paisagens,
natureza). Pois essas “esculturas”, apelidadas de “The Topiary Cat”, espalhadas
por colinas e planícies de Beaconsfield, a Oeste de Londres, Sul da Inglaterra,
não são obras de “Eduardo, Mãos de Tesoura”. São do artista Richard Saunders,
que une o amor pelo seu gato a sua arte surrealista.
Plantas de lugares reais são associadas a
arbustos gigantes, compondo suavemente com a paisagem. Os arbustos não são
reais, no entanto. São montagens que o artista produz através da topiaria, arte
de podar plantas em formas ornamentais, que Saunders junta à práticas de
horticultura, usando folhagem, ramos de árvores e, eventualmente, outros
elementos, a fim de criar formas fantásticas.
Não há visitação programada - uma pena! -
pois as esculturas fenecem rápido. Quem viu, viu! O registro permanece porque,
naturalmente, o artista as fotografa.
Mas que são lindas, repousantes, “eternas enquanto
duram”, isto são! Não são?
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
domingo, 17 de novembro de 2019
NOSSA HISTÓRIA
( a vida breve de um gatinho )
Fred foi embora quatro dias antes de completar 2 anos e meio. Foram apenas 910 dias no planeta. Bem vividos! Querido por todas as pessoas (incluindo gatos e cachorros) com que conviveu, nunca deixou, apesar de trêfego e decidido, impetuoso, de ser receptivo ao carinho e corresponder ao afeto e de ligar o rom-rom rouco e agradecido com que fazia o encanto dos amigos. Só teve uma diferença com uns (dois) cães não muito corteses de uma casa da mesma rua em que morou. Diferenças que lhe custaram três meses “elizabethanos”, cumulados de injeções, pomadinhas e sprays assustadores. O que não chegou a empanar o brilho de sua vidinha confortável. Deixou muitas lembranças. Principal, com certeza, a espera diária a que se entregava junto ao portão grande pela chegada do humano escalado provedor/protetor/ protegido, para receber o afago de cada reencontro e acompanhar alegre a pequena caminhada do estacionamento até a casa, onde, além de mais afagos e “alguma conversa”, receberia pratinhos com doses de novidades e, de quebra, algum brinde gostoso. Levou muita saudade. De pessoas queridas que sempre lhe encheram de mimos, gestos amistosos e elogios daqueles de fazer bem a qualquer ego felino. Partiu num dia de eleição, praticamente à hora de começar a apuração, provavelmente para deixar claro que, pro resto, “não estava nem aí”. Teve tudo o que um gato modesto, às vezes até apontado como SRD (apesar dos traços ancestrais siameses e persas) podia desejar. Foi embora ao dar entrada na segunda clínica da derradeira tentativa de salvá-lo. Já tinha cumprido a sua missão aqui! Beijos meu gatin. (Biguaçu/Floripa - 30 abril 2012 / 26 outubro 2014)
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