Há cinco anos – informa o Detran – trafegava diariamente pelo circuito principal da Grande Florianópolis (a área conurbada - capital mais São José, Palhoça e Biguaçu) uma frota de 303.852 veículos (automóveis, ônibus, micro-ônibus, motos, camionetes, caminhões e derivados). Este ano, em fevereiro, essa frota já contava 482.530 veículos. Agora, se não chegou, beira os 500 mil.
Florianópolis tem a maior parcela, 272.531 veículos; tinha 187.144 há cinco anos. Em Palhoça e Biguaçu, o aumento, também em cinco anos, foi de 100%. Palhoça tinha 33.435 unidades, agora tem 67.054, enquanto que em Biguaçu a frota passou de 15.099 para 29.061 veículos. São José tinha 68.154, agora tem 115.884 veículos. A questão hoje, além da circulação em condições razoáveis, é onde estacionar.
Como ninguém tá fazendo nada ainda e considerando que obra viária é coisa muito complicada no Brasil -- consome anos desde o lançamento do edital até a conclusão da licitação (que passa por fases sucessivas de denúncias acerca de privilégios no edital, de novos editais corrigindo os anteriores, de acusações quanto à documentação viciada na habilitação, de julgamento da concorrência em geral taxado de parcial, de prazos para argumentação, da defesa dos envolvidos, de novos julgamentos, das novas acusações, da contra-argumentação e, por fim, “dos finalmentes”) e a assinatura dos contratos, fora o tempo de fazer a obra, de faltar verba, de anunciar repasses que não se concretizam, de aportes que, quando chegam, já são irrisórios diante de custos que se multiplicam, de jogos de empurra-empurra sobre a razão das paralisações e de mais uma infinidade de prazos elásticos sempre jogados pra frente, até quase o dia de “são nunca”, ou do juízo final -- em breve estaremos todos morando no congestionamento, pois que passando, seguramente, mais tempo em cortejos quilométricos do que nas nossas próprias casas.
Espera-se que, pelo menos, os carros (todos) sejam cada vez mais confortáveis!



