quarta-feira, 6 de abril de 2011

entalados (ou será "enlatados"?)

Há cinco anos – informa o Detran – trafegava diariamente pelo circuito principal da Grande Florianópolis (a área conurbada - capital mais São José, Palhoça e Biguaçu) uma frota de 303.852 veículos (automóveis, ônibus, micro-ônibus, motos, camionetes, caminhões e derivados). Este ano, em fevereiro, essa frota já contava 482.530 veículos. Agora, se não chegou, beira os 500 mil.

Florianópolis tem a maior parcela, 272.531 veículos; tinha 187.144 há cinco anos. Em Palhoça e Biguaçu, o aumento, também em cinco anos, foi de 100%. Palhoça tinha 33.435 unidades, agora tem 67.054, enquanto que em Biguaçu a frota passou de 15.099 para 29.061 veículos. São José tinha 68.154, agora tem 115.884 veículos. A questão hoje, além da circulação em condições razoáveis, é onde estacionar.

Como ninguém tá fazendo nada ainda e considerando que obra viária é coisa muito complicada no Brasil -- consome anos desde o lançamento do edital até a conclusão da licitação (que passa por fases sucessivas de denúncias acerca de privilégios no edital, de novos editais corrigindo os anteriores, de acusações quanto à documentação viciada na habilitação, de julgamento da concorrência em geral taxado de parcial, de prazos para argumentação, da defesa dos envolvidos, de novos julgamentos, das novas acusações, da contra-argumentação e, por fim, “dos finalmentes”) e a assinatura dos contratos, fora o tempo de fazer a obra, de faltar verba, de anunciar repasses que não se concretizam, de aportes que, quando chegam, já são irrisórios diante de custos que se multiplicam, de jogos de empurra-empurra sobre a razão das paralisações e de mais uma infinidade de prazos elásticos sempre jogados pra frente, até quase o dia de “são nunca”, ou do juízo final -- em breve estaremos todos morando no congestionamento, pois que passando, seguramente, mais tempo em cortejos quilométricos do que nas nossas próprias casas.

Espera-se que, pelo menos, os carros (todos) sejam cada vez mais confortáveis!

terça-feira, 5 de abril de 2011

e agora?

“Não pise na grama”! Sim, Prefeitura e contratadas, e como chegaremos aos banquinhos, para jogar ali nas mesinhas? Voando?



zelo municipal

sexta-feira, 1 de abril de 2011

estelar

Não foram somente casamentos e divórcios, filmes, indicações e prêmios. A marca de Elizabeth Taylor em sua passagem pela terra também tangencia um largo caminho de amizades verdadeiras, preocupações com os desvalidos e solidariedade reconhecida. Tanto que, da imensa fortuna que amealhou ao longo da carreira fulgurante, sabe-se, apesar de ainda não ter sido aberto o testamento, que, além dos filhos, beneficiou alguns amigos e várias instituições voltadas à prevenção e ao combate da AIDS.
Começou ainda criança, descoberta aos 10 anos e contratada pela Universal Pictures para estrelar o filme There's One Born Every Minute e depois para desempenhar papel na série Lassie, década de 40. Vêm daí a paixão pelo cinema e a vontade de concretizar o maior sonho: permanecer no estúdio. Evoluiu para a carreira bem sucedida ao filmar A Place in the Sun (Um Lugar ao Sol), com o ator Montgomery Clift, e Giant (Assim Caminha a Humanidade), com Rock Hudson e James Dean, ambos na década de 50.
Liz, como ficou conhecida, foi reverenciada como uma das mulheres mais bonitas do mundo. A marca registrada, segundo enciclopédias de arte, foram os traços delicados e olhos, de uma cor azul-violeta, emoldurados por sobrancelhas espessas e negras. Celebridade cercada por intenso glamour e diva eterna dos anos de ouro do cinema, foi uma compulsiva colecionadora de jóias. Certa vez, ficou aflita quando o mágico David Copperfield fez, por brincadeira, sumir de suas mãos um de seus anéis.
Entre os vários relacionamentos, o mais duradouro foi com o ator britânico Richard Burton, com quem se casou duas vezes e fez duplas em vários filmes nos anos 60, como o antológico Cleópatra, o dramático Who's Afraid of Virginia Woolf? (Quem tem medo de Virgínia Woolf?), adaptação de texto do dramaturgo Edward Albee, pela qual ela ganhou seu segundo Oscar, The Comedians (Os Farsantes) e The Taming of the Shrew (A Megera Domada), versão cinematográfica da célebre peça de Shakespeare.
O primeiro Oscar veio em 1960 com o papel da call-girl de BUtterfield 8 (Disque Butterfield 8). O reconhecimento do prêmio máximo do cinema consagrou-a como a mais bem paga atriz em todo mundo. Teve dois filhos com Michael Wilding: Michael Howard Taylor Wilding (1953) e Christopher Edward Taylor Wilding (1955). Com Michael Todd teve uma filha em 1957, Isabel Francisca Taylor Todd. Em 1975, com Richard Burton, adotou uma menina alemã, chamada Maria Taylor Burton.
Liz Taylor foi, entre as grandes atrizes, pioneira no envolvimento em ações filantrópicas, tendo primeiro levantado fundos para campanhas contra a AIDS, a partir da década de 1980, logo após a morte do amigo ator Rock Hudson. A despeito de ter nascido fora dos Estados Unidos, em 2001 recebeu do presidente Bill Clinton a segunda mais importante medalha de reconhecimento a um cidadão norte-americano: a Presidential Citizens Medal, oferecida por causa de seu trabalho voluntário.
Filmes de Elizabeth Taylor, vistos em lançamento e salas de cultura, influenciaram o embasamento cinematográfico e cultural de gerações no Brasil. Alguns exemplos:
* Doce pássaro da juventude (Sweet bird of youth) - 1989
* O pássaro azul (Blue bird, The) - 1976
* Era uma vez em Hollywood (That's entertainment!) - 1974
* Jogo de Paixões (Only game in town, The) - 1970
* Ana dos mil dias (Anne of the thousand days) - 1969
* O Pecado de Todos Nós (Reflections in a golden eye) - 1967
* A megera domada (La bisbetica domata) - 1967
* Doutor Faustus (Doctor Faustus) - 1967
* Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who afraid of Virginia Woolf?) - 1966
* Adeus às Ilusões (Sandpiper, The) 1965
* Gente Muito Importante (V.I.P.s, The) - 1963
* Cleópatra (Cleopatra) - 1963
* Disque Butterfield 8 (Butterfield 8) - 1960
* De Repente, No Último Verão (Suddenly, last summer) - 1959
* Gata em Teto de Zinco Quente (Cat in a hot tin roof) - 1958
* Assim Caminha a Humanidade (Giant) - 1956
* A Última Vez Que Vi Paris (Last time I saw Paris, The) - 1954
* No Caminho dos Elefantes (Elephant walk) - 1954
* Rapsódia (Rhapsody) - 1954
* O belo Brummell (Beau Brummell) - 1954
* Ivanhoé, o Vingador do Rei (Ivanhoe) - 1952
* Um Lugar ao Sol (A place in the sun) - 1951
* Quo Vadis? (Quo Vadis?) - 1951


Em filmagem
                                 Oscars


No Senado dos EUA