sexta-feira, 13 de julho de 2012

Corruption Perceptions Index


Lendo aqui e ali, na rede, estamos sendo levados a concluir que a profissão da moda, do momento e de futuro, é ser corrupto. Estilosos, engravatados, reluzentes, ardilosos, os corruptos povoam o topo do noticiário, com vídeos bem produzidos e fotos bem compostas. Na televisão, nos jornais e nas revistas, mostram-se articulados, eloquentes, quando não estão, por um instante, fazendo cara de paisagem. Antigamente, nos nossos tempos de estudante, o chique era entrar para o Itamaraty, fazer carreira no Corpo Diplomático. Hoje, o chique é ser corrupto. Acesso rápido por caminhos transversos e, de repente, eles surgem bem colocados na foto e na vida. Fazem sucesso alucinante e fortuna da noite para o dia, geralmente contando com o cômodo - e inconsciente - apoio popular, através dos votos de uma nação de embotados que já não pensa. Só vota. Em quem dá mais, em quem ostenta mais. O país, em tempo de eleição, lembra um grande auditório do Chacrinha ou Silvio Santos. “Quem quer dinheiro?”, “quem quer bacalhau?” A conta dos ricos shows de campanha, nós pagamos em dois, quatro, seis ou oito anos, conforme a duração dos mandatos dos corruptos em todos os níveis. Corruptos municipais, estaduais e federais. Mandatos que ainda podem ser alongados por bem sucedidas tramas, substituições, itinerâncias e/ou troca-trocas. E assim vamos nós, no rumo do fim dos tempos: um país-Titanic. Por favor, fechem comportas e escotilhas. Ou devolvam a encrenca aos portugueses, enquanto é tempo. Enquanto há “algum” para salvar, ou a entregar.

Veja vídeo de alerta no site do TransparencyIntl - http://www.youtube.com/watch?v=Udd2lJ2LZPs&feature=plcp

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