quarta-feira, 30 de março de 2011

henfil?

"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores.
  Se não houver flores, valeu a sombra das folhas.
  Se não houver folhas, valeu a intenção da semente".
                                                                          

Versos atribuídos, na rede, durante algum tempo, ao cartunista, jornalista e escritor Henfil (que, um dia, apenas os transcreveu). Na verdade são de Chico Ceola, o professor de Física Maurício Francisco Ceolin, da PUC de Campinas.

domingo, 27 de março de 2011

adventure

“Quem, ao crepúsculo, já sentiu o cheiro da fumaça de lenha, quem já ouviu o crepitar do lenho ardendo, quem é rápido em entender os ruídos da noite! Deixai-o seguir com os outros... os passos dos jovens se volvem aos campos de desejo aprovado e encanto reconhecido”.  (Rudyard Kipling)
Mogli, o menino lobo

sábado, 26 de março de 2011

imagine

Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,
Imagine all the people
living for today...

Imagine there's no countries,
It isn't hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
living life in peace...

Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of men,
imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer,
but Im not the only one,
I hope some day you'll join us,
And the world will live as one
( John Lennon, músico e compositor britânico, líder do grupo de rock “The Beatles”, nascido em Liverpool no dia 9 de outubro de 1940, também escritor e ativista em favor da paz. Assassinado - que ironia! - em New York no dia 8 de dezembro de 1980 )

quinta-feira, 24 de março de 2011

felinos



amigo-gato porteño recepciona turistas no jardim japonês



boris, o folgado, alheio à reunião - trata da higiene "pessoal"

quarta-feira, 23 de março de 2011

outra vez

Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples p’ra mim.

Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história que alguém já escreveu
E é por essas e outras que a minha saudade
Faz lembrar de tudo outra vez.

Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi o caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.

Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes
eu tenha vontade
Sem nada perder.

Você foi toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi o melhor dos meus planos
E o pior dos enganos que eu pude fazer
Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim outra vez.
                                                                     Isolda Bourdot

Tamanho foi o sucesso, que muita gente pensa que “Outra vez” é de Roberto Carlos mesmo. Não, é de Isolda e do irmão Milton Carlos (já falecido). De tradicional família paulista de maestros e compositores, Isolda Bourdot tem mais de 300 músicas gravadas por gente muito famosa. Ela começou, junto com o irmão, nos festivais de música dos anos 60 e 70, em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Isolda tem site oficial - http://www.isolda.mus.br/ -, tem o blog - http://blogisolda.blogspot.com/ - e esta no Facebook. Ela também criou a Toca Disc Produções Culturais, selo e editora, para dar oportunidade a artistas que desejem divulgar seus trabalhos.

Confira direto na fonte!

terça-feira, 22 de março de 2011

viagens

softmoon

( do filme et - o extraterrestre, de steven spielberg )

bigmoon

confúcio (!)

“Onde quer que você vá, vá com todo coração”

(Kung-Fu-Tse, filósofo prático e político teórico, chinês)

domingo, 20 de março de 2011

tipo assim...

Luís Fernando Veríssimo (escritor, músico, cartunista e tradutor)


Acho que eu tô tipo assim... tá ligado... tipo assim... to ficando velho!
Um dia desses, às 2 da manhã, peguei o carro e fui buscar minha filha adolescente na saída do show do Charlie Brown Jr. Ela e as amigas estavam eufóricas e eu ali, meio dormindo, meio de pijama, tentei entrar na conversa. "E aí, o show foi legal?". A resposta veio de uma mais exaltada do banco de trás: "Cara! Tipo assim, foda!". E outra emendou: "Tipo foda mesmo!" Fiquei tipo assim calado o resto do percurso, cumprindo minha função de motorista.
Tô precisando conversar um pouco mais com minha filha, senão daqui a pouco vamos precisar de tradução simultânea. Pra piorar ainda mais, inventaram o ICQ, essa praga da Internet onde elas ficam horas e horas escrevendo abobrinhas umas pras outras, em código secreto. Tipo assim: "kct! vc tmb nunk tah trank, kra. Eh d+,sl. T+ Bjoks. Jubys". Em português: "Cacete! Você também nunca está tranqüila, cara. É demais, sei lá. Até mais, beijocas. Jubys". Jubys, que deve ser pronunciado "diúbis", é isso mesmo que você está imaginando, a assinatura. Só que o nome de batismo é Júlia, um nome bonito, cujo significado é "cheia de juventude", que eu e minha mulher escolhemos, sentados na varanda, olhando a lua... Pois Jubys é hoje essa personagem de cabelo cor de abóbora, cheia de furos na orelha que quer encher o corpo de piercings e tatuagens.
Tô ficando velho! Outro dia tentei explicar pro mesmo bando de adolescentes o que era uma máquina de escrever. Nunca viram uma. A melhor definição que consegui foi "é tipo assim um computador que vai imprimindo enquanto você digita". Acho que não entenderam nada. Eu sou do tempo do mimeógrafo. Pra quem não sabe, é uma máquina que você coloca álcool e dá manivela pra imprimir o que está na folha matriz. Por sua vez, essa matriz precisa ser datilografada (ver "datilografia" no dicionário) na tal máquina de escrever, sem a fita (o que faz com que você só descubra os erros depois do trabalho feito), com o papel carbono invertido... Enfim, procure na Internet que deve haver algum site sobre mimeógrafo, papel carbono, essas coisas. Se eu ficar explicando cada vocábulo descontinuado, não vou conseguir acompanhar meu próprio raciocínio.
Voltando às garotas, a cultura cinematográfica delas varia entre a "obra" de Brad Pitt e a de Leonardo de Caprio. Há anos tento convencê-las a ver "Cantando na Chuva", mas sempre fica para depois. Um dia, cheguei entusiasmado em casa com a fita de um filme francês que marcou minha infância: "A guerra dos botões". Juntei toda a família para a exibição solene e a coisa não durou nem 5 minutos. O guri foi jogar bola, Jubys inventou "um trabalho de história sobre a civilização greco-romana que tem que entregar tipo assim até amanhã senão perde ponto" e até minha mulher, de quem eu esperava um mínimo de solidariedade, se lembrou que tinha um compromisso com hora marcada e se mandou. Fiquei ali, assistindo sozinho e lembrando do tempo em que eu trocava gibi na porta do Capitólio.
Uma amiga me contou que o filho de 10 anos ficou espantado quando viu um telefone de discar. Sabe telefone de discar? É tipo assim um aparelho sem teclas, geralmente preto, com um disco no meio, todo furado, onde cada furo corresponde a um algarismo. Você enfia o dedo indicador no buraco correspondente ao número que precisa registrar, gira o negócio até uma meia lua de metal e solta a roleta, que lá por dentro está presa a uma mola e faz ela voltar à sua posição inicial. Esse aparelho serve para conversar com outra pessoa como qualquer telefone comum, desde que esteja, é claro, conectado na parede.
Eu sou do tempo em que vidro de carro fechava com maçaneta. E o Fusca tinha estribo e quebra vento. Não espalha, mas eu andei de Simca Chambord, de DKW, Gordini, Aero Willis e até de Romiseta. Não dá pra explicar aqui o que era uma Romiseta, só vou dizer que era tipo assim um veículo automotivo, com 3 rodas, que a gente entrava pela frente e a direção era grudada na porta. Procure na Internet, deve haver um site. Tá bom, tá bom, confesso mais. Usei Camisa Volta ao Mundo, casaquinho de Banlon, assisti à Jovem Guarda, o Direito de Nascer... mas é mentira essa história de que meu primeiro disco gravado foi em 78 rotações.
Há pouco tempo, João, meu filho de 8 anos, pegou um LP e ficou fascinado. Botei pra tocar e mostrei a agulha rodando dentro do sulco do vinil. Expliquei que aquele atrito gerava o som que estávamos escutando... mas aí ele já estava jogando o Pokemon Stadium no Game Boy. Não é que ele seja desinteressado, eu é que fiquei patinando nos detalhes. Ele até que é bastante curioso e adora ouvir as "histórias do tempo em que eu era criança". Quando contei que a TV, naquela época, era toda em preto e branco ele "viajou" na idéia de que o mundo todo era em preto e branco e só de uns tempos para cá é que as coisas começaram a ganhar cores. Acho que de certa forma ele tem razão.
Tipo assim...

este é (ou era) o simca chambord

sábado, 19 de março de 2011

jornalismo

“Uso a ocasião atual para reeditar o conteúdo desse trabalho por duas razões: a primeira delas é a nostalgia, um lembrete de um tempo em que meu olhar era menos estreito e mais lírico; a segunda, porque essas pequenas impressões são os botões desabrochando, o impulso de um interesse em escrever não ficção”.
“Tudo aqui é fatual, o que não significa que é verdade, mas é o mais próximo que posso chegar dela. No entanto, o jornalismo nunca pode ser inteiramente puro, nem pode ser pura a câmera, porque a arte, afinal, não é água destilada: percepções pessoais, preconceitos, a idéia de seletividade do artista polui a pureza da verdade não contaminada”.

(truman capote, ensaios, texto editores, grupo leya, 2007)

quinta-feira, 17 de março de 2011

espólio

Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela, amarelada...
Como o único bem que me ficou!

(mário quintana, jornalista, escritor e poeta brasileiro, uma personagem portoalegrense)

aceitação

É mais fácil pousar o ouvido nas nuvens
E sentir passar as estrelas
Do que prendê-lo à terra e alcançar o rumor dos teus passos,

É mais fácil, também, debruçar os olhos no oceano
E assistir, lá no fundo, ao nascimento mudo das formas,
Que desejar que apareças, criando com teu simples gesto
O sinal de uma eterna esperança.

Não me interessam mais nem as estrelas, nem as formas do mar,
Nem tu.

Desenrolei de dentro do tempo a minha canção:
Não tenho inveja às cigarras: Também vou morrer de cantar.

(cecília meireles, um dos poetas maiores da lingua portuguesa)

resgate

“Durante muitos anos esperamos encontrar alguém que nos compreenda, alguém que nos aceite como somos, capaz de nos oferecer felicidade apesar de duras provas. Apenas ontem descobri que esse mágico alguém é o rosto que vemos no espelho”.


(ricard bach, escritor e piloto norte-americano)

quarta-feira, 16 de março de 2011

esquina

rues lafayette e cité d´antin. com o velho e bom excelsior opera hotel e o restaurant pizza tivoli. três motivos para plena satisfação - o primeiro, claro, é... paris!

terça-feira, 15 de março de 2011

espaçosa lembrança

Tínhamos tempo, estradas, ruas e estacionamentos; andávamos. Carros dos anos 50 (concepção que durou até anos 80) dão conta de quão espaçoso era o mundo. Salas de estar sobre rodas, foram - por assim dizer - a pré-limousine.

parou por que?

por falar em "a fila anda", as vezes não anda; as vezes não tem o que faça a fila andar, principalmente no verão, fim de tarde, sexta-feira com chuva ou garoa...

segunda-feira, 14 de março de 2011

uma balada embalou os anos 70

When you're weary
Feeling small
When tears are in your eyes
I will dry them all

I'm on your side
When times get rough
And friends just can't be found
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down

When you're down and out
When you're on the street
When evening falls so hard
I will comfort you

I'll take your part
When darkness comes
And pain is all around
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down

Sail on Silver Girl,
Sail on by
Your time has come to shine
All your dreams are on their way

See how they shine
If you need a friend
I'm sailing right behind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind

(uma ponte sobre águas turbulentas, simon & garfunkel, bridge over troubled water)

"navegar é preciso"

ei nós, que viemos
de outras terras, de outro mar
temos pólvora, chumbo e bala
nós queremos é guerrear...

                                                                                           
                                                                                                              (Lulu Santos e Nelson Motta / Milton Nascimento)

desterro?

vana g, frank e sclair (kibelândia, anos 70)

voou!...

("the sweet bird of youth")

conversa de bar

A primeira Coca-cola foi,
Me lembro bem agora, nas asas da Panair
A maior das maravilhas foi
Voando sobre o mundo nas asas da Panair

                                                         (Conversando no Bar - Milton Nascimento e Fernando Brant)