quinta-feira, 17 de março de 2011

espólio

Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um toco de vela, amarelada...
Como o único bem que me ficou!

(mário quintana, jornalista, escritor e poeta brasileiro, uma personagem portoalegrense)

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